BLOG DO ANGRENSE URBANO...

PENSANDO E DISCUTINDO O URBANISMO DE ANGRA DOS REIS.
ANALIZANDO AS TROCAS ENTRE AS PESSOAS E O ESPAÇO URBANO ANGRENSE. O QUE UM OFERECE AO OUTRO.
ABRINDO OS OLHOS PARA O CAMINHO DO CONFORTO AMBIENTAL, AUMENTO DA QUALIDADE DE VIDA E DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL.
NÃO É UM BLOG POLÍTICO, É TÉCNICO!

terça-feira, 25 de novembro de 2008

TRANSFORMAÇÃO DOS MORROS DO CENTRO DE ANGRA

Um problema urbano que dói no angrense é ver a forma como os morros estão ocupados e em processo contínuo de transformação. Ocupação desprovida de uma ordem racional. Ocupação sem a previsão de criar um bairro com todas suas necessidades em funcionamento. Apenas uma resposta imediata à necessidade de morar. Sem muito pensar na estética ou nos materiais. Usa-se o que está oferecido nas lojas, trabalha-se com o concreto armado e tijolos furados obrigatoriamente, enquanto existem outros materiais mais baratos e mais adequados . O sistema construtivo muitas vezes é ditado pelo pedreiro, que por vezes nem profissional é. O desenho de cada casa deveria passar pelas mãos de um arquiteto e aprovado no órgão público competente, garantindo assim a obediência às leis de ocupação e ainda um bom funcionamento do imóvel. Na impossibilidade de pagar por um, a prefeitura poderia oferecer esse serviço, o custo/benefício vale eternamente para cidade.
Os morros devem ter casas ventiladas, seus sistemas elétricos e hidráulico devem ser projetado com cuidado para segurança e bem estar de todos. As casas devem ter um certo afastamento e os terrenos não podem ser totalmente impermeabilizados.
As regras de ocupação devem ser elaboradas diferentemente para cada micro-região, de modo a respeitar suas diferentes graduações de problemas.
A fiscalização deve existir! Essa ausência é a maior culpada pela atual situação. Os cidadãos devem ajudar a fiscalizar, mas antes devem conhecer a lei. (Audiência pública do plano diretor quarta e sexta dessa semana às 10:00 na Câmara Municipal)
Aos poucos, as ruas devem se estruturar seguindo um plano de alinhamento que vai garantir vias e calçadas em todos os morros, nem que para isso algumas casas tenham que ser desapropriadas e a prefeitura ajude a bancar as obras para redução do terrenos de outras (talvez trocando pela construção de mais um pavimento).
As margens dos rios devem ser desocupadas e tratadas com paisagismo e áreas de lazer e convívio. Manchas verdes em meio às casas devem ser desapropriadas e adaptadas para o uso público não agressivo. As área verdes por cima dos morros podem abrigar atividades de ecoturismo, arborismo, mirante, trilhas, estudos da fauna e flora, rampa de asa delta etc.
Oferta de serviços: bancos, polícia, posto médico, creche, escola, mercado e várias outras atividades que facilitam a vida das pessoas evitando o sobe-desce.
E derrepente eu acordo...

Um comentário:

Anônimo disse...

Só depende de vontade política e coragem. Dinheiro há.

E tudo isso precisa ser feito antes que a marginalidade tome conta.

Mas se pessoas como você não continuarem a cobrar essas providências, certamente nada vai acontecer. Afinal, quem tem o poder de decidir não mora em morros.

Portanto, continue fazendo sua parte.